Apenas aqueles que conhecem suas muitas faces secretas, podem encontrar a Luz que leva ao Caminho Interior

De Mim tudo se origina, a Mim tudo retorna. Diante da minha face sereis envoltos no arrebatamento do Infinito.
.


 

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Sexta-feira, Novembro 30, 2007

A RAINHA HATSHEPSUT



O Egito faraônico produziu uma série de mulheres excepcionais, sendo
a Rainha Hatshepsut, a mais famosa delas. Muitas mulheres de faraós
tinham tido um lugar ao Sol ao lado de seus maridos e somente duas
delas haviam governado por breve tempo, mas Hatsheputs foi a primeira
que se arrogava a divindade e a realeza, usando Dupla Coroa, que
indicava a soberania sobre as duas regiões do Alto e Baixo Egito. Há
estátuas que a mostram com atributos masculinos da realeza. Em
algumas, chega a usar a tradicional barba postiça dos faraós. Este
faraó feminino abandonou a guerra e fez o Egito voltar a atividades
pacíficas, tais como a construção de grandes monumentos e manutenção
das rotas de comércio com o exterior, que tinham sido fechadas
durante o domínio dos hicsos.



HISTÓRIA DE AMOR FATAL


Hatshepsut foi esposa de Tutmés I, mas não tiveram filhos homens,
portanto, após a morte do faraó, subiu ao trono um de seus filhos
ilegítimos, que adotou o nome de Tutmés II e que para ser aceito foi
obrigado a casar-se com Hatshepsut.

Cabe colocar que era costume os faraós casarem-se com irmãs, ou
outros membros da família, com o intuito de preservar a pureza da
casta. Na verdade, no Egito, o matrimônio não tinha caráter sagrado e
as pessoas não realizavam cerimônias especiais. O rito nupcial
inexistia, mesmo para os faraós. O mais freqüente era que no dia do
casamento os familiares da noiva levavam à casa do noivo os bens que
formavam o dote. O que não podia faltar, entretanto, era a festa, com
muita cerveja e iguarias. Á mesa do faraó tomava-se apenas vinho e os
pratos de carne de hiena constituíam o manjar favorito. Mas o que
existia, principalmente entre a nobreza, era a infidelidade. Mas hoje
sabe-se, que o adultério no Egito era castigado com a morte. Somente
os faraós estavam autorizados a ter quantas esposas quisessem, além
de possuir um farto harém de concubinas.

Quando Hatsheputs se torna viúva novamente, seu segundo marido foi
envenenado como o anterior, seu enteado Tutmés III, que tinha direito
de subir ao trono, era jovem demais para governar. Sendo assim,
Hatsheputs serviu a princípio como regente, mas em pouco tempo ela
usurpou por completo as rédeas do governo.

Hatshepsut, conta-se, era desde a adolescência apaixonada por Senmut,
grande escultor e arquiteto, que nesta época ostentava mais de 80
títulos oficiais e que deve ter sido o seu assistente de maior
confiança. Conspira-se, inclusive, que viveram juntos mesmo quando a
rainha estava casada.

Hatshepsut, governou como regente por 22 anos, em companhia de
Senmut, que construiu em louvor a sua amada o mais belo monumento do
Vale das Rainhas, o templo de Dier-el-Bahari. Seu nome pode ser lido
em uma rara e formosa inscrição.

Uma das provas mais cabais da grandeza de Hatshepsut foi a sua
capacidade de manter por tanto tempo sob o seu poder um homem do
gabarito de Tutmés III. Tutmés tinha inteligência, visão e energia.
Iria tornar-se o Alexandre Magno do Egito, o criador do império
egípcio. Entretanto, por mais de 20 anos viveu à sombra da mulher de
espírito forte que era ao mesmo tempo sua madrasta e tia. Por fim,
conseguiu o apoio de que precisava para derrubá-la e vingativo,
destruiu grande parte do templo destinado a perpetuar a memória da
rainha.

Hatshepsut é uma personagem extraordináriamente importante, pois
representa o poder da mulher em uma sociedade totalmente dominada por
homens. No fundo, é um tema bastante atual, muito embora esta
história tenha acontecido há milhares de anos, com os prejuízos
atávicos próprios desta sociedade.



Web site: www.druidismo.com
Autor: desconhecido


por lua negra * 9:30 AM

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Quarta-feira, Novembro 28, 2007

Hoje, quero falar um pouco sobre o pq somos chamadas de bruxas....um nome vulgar que foi nos dado há muito tempo atrás.....mas que hoje usamos com muito orgulho!
Tudo começou com..............

O SURGIMENTO DO CRISTIANISMO

Ao contrário do que se pensa, o Cristianismo não foi imediatamente adotado pelo povo europeu ao ser declarado religião. Os cultos antigos eram vistos como uma ameaça à poderosa e nova religião, pois eram extremamente desenvolvidos entre os povos da Europa e por isso precisavam ser banidos. Os cultos antigos, então receberam a denominação pejorativa de "pagãos" ("pagani", plural de paganu, 'morador do campo'), por ter como foco de resistência à nova religião o povo dos campos, longe das cidades e das zonas de comércio e ensino. Os missionários cristãos, com o tempo, passaram a ter mais aceitação nas cidades, mas continuavam sendo repelidos no campo, nas montanhas e nas regiões distantes, verdadeiros enclaves da Antiga Religião. Um dos ardis utilizados pelos cristãos era o de apropriar-se de festividades pagãs como comemorações religiosas de sua própria religião. Assim, por exemplo, o festival do Solstício de Inverno, onde se comemorava o nascimento do Deus-Sol, transformou-se no Natal cristão. Também o festival de Samhain, comemorado em intenção dos mortos, recebeu o nome de Dia de Todos os Santos, logo seguido pelo dia de Finados. A despeito destas tentativas, as tradições pagãs continuaram mantendo sua força.
A partir de um decreto do papa Gregório, os cristãos tb se apossaram dos locais sagrados da Antiga Religião e, derrubando os templos ali existentes, erigiram suas igrejas. Os Deuses de cada santuário foram transformados em santos e santas (um exemplo é Santa Brígida, da Irlanda, na verdade a Deusa Brigid, protetora do fogo e dos partos). Quando os cristãos deram-se conta da importância da Deusa-Mãe para as pessoas, aumentaram a proeminência da Virgem Maria no culto cristão. Mitos e práticas pagãs foram, sistematicamente, absorvidas, distorcidas e transformadas em ritos cristãos. Esculturas de temas pagãos foram incluidos em igrejas e capelas. O maior exemplo de sincretismo entre costumes pagãos e cristãos é o cristianismo irlandês, que ainda hoje conserva hábitos célticos masclados a liturgias cristãs. Os padres tinham a seu favor o tempo, o poder e a força. Os pagãos tinham que lutar sozinhos contra a profanação de seus templos, crenças e costumes. Desta maneira, o povo simples dos campos foi se acostumando à nova religião, e, gradualmente, foi sendo convertido. Mas os sacerdotes restantes da Antiga Religião não se renderam à nova ordem. Juntamente com pessoas ainda fiéis às antigas crenças, mantiveram o culto ao Deus de Chifres e à Deusa-Mãe. As crenças pagãs, enfatizando a adoração aos Deuses e a realização dos festivais de fertilidade, foram amalgamando-se à magia popular, criando a Bruxaria Européia. São práticas desenvolvidas a partir do que restara da magia simpática pré-histórica, unidas ao conhecimento xamânico dos povos bárbaros. Os teólogos cristãos passaram então a sustentar que a Bruxaria não existia. Assim, pretendiam terminar com a credibilidade dos bruxos e anular sua influencia. Logo os cristãos perceberam que seus esforços para exterminar o paganismo não haviam dado resultado. Fizeram mais uma tentativa: transformaram o Deus de Chifres na personificação do Mal, do Antideus, do Inimigo. A Igreja queria apagar o fato, definitivamente, de que um dia uma Deusa, e não um Deus, foi objeto de adoração de todo o mundo. O Catolicismo transformou o culto à Grande Deusa-Mãe, num culto satanista, fazendo as pessoas acreditarem que quem cultuava os Deuses pagãos, estava servindo o Mal.
A natureza dos Deuses pagãos é completamente diferente da do todo-poderoso Deus cristão. Nossos Deuses são quase humanos, pois têm características tanto 'boas' quanto 'más'. A teologia cristã já pressupunha a existência de um antagonista a seu Deus (o Satã hebraico do Antigo Testamento e o Diabolos do Novo Testamento): um Inimigo. Ele ainda não possuia forma definida e, quando era representado, o era em forma de serpente, como a que persuadiu Adão a comer a fruta da Árvore da Sabedoria. Dando a seu Satã a forma do Deus de Chifres (notadamente deuses agropastoris como Pã e Sileno, dotados de cascos de bode e pequenos cornos), os cristãos conseguiram iniciar um clima de terror e medo em relação aos praticantes da Antiga Religião, o que os forçou a praticarem seus ritos em segredo. Mas a era mais triste da Arte ( tb chamada assim) ainda estava por vir........



por lua negra * 12:04 PM

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Terça-feira, Novembro 27, 2007

O CÍRCULO MÁGICO

Os círculos são lugares poderosos para realizar trabalho espiritual e curativo. Aí podemos atrair para baixo as energias celestiais da Lua, planetas e estrelas, e atrair para cima os vastos fluxos de vida que emanam do interior da Terra-Mãe. Organizar um círculo mágico cria um espaço sagrado e inaugura um tempo sagrado. Estar num círculo é como reingressar no tempo original ou no tempo onírico que existiu no começo do mundo.
Num círculo, encontramos os deuses - essas forças arquetípicas que nunca morrem - e em alguns rituais atraímos para baixo o poder do Deus e da Deusa, e assim nos convertemos neles. Nesses círculos onde a consciência está intensamente sintonizada em alfa, os sortilégios são muito poderosos.
Ao organizar um círculo mágico, purificamos primeiro o espaço que usaremos com os quatro elementos: terra, ar, fogo e água. Caminhamos ao redor da área que se tornará o círculo mágico levando conosco uma tigela de sal e água (representando a terra e a água) e um incensário (representando o fogo e o ar).
Enquanto percorremos a trajetória do círculo, dizemos : " Pela água e pela terra, pelo fogo e pelo ar, pelo espírito, seja este círculo amarrado e purificado como desejamos. Assim seja!"
Depois, a sacerdotisa, segurando o bastão mágico, caminha na direção dos ponteiros do relógio em redor do círculo 3 vezes, dizendo: " Faço este círculo para proteger-nos de todas as forças e energias negativas que possam surgir para causar-nos dano. Encarrego este círculo de atrair unicamente as mais perfeitas, poderosas, corretas e harmoniosas forças e energias que sejam compatíveis conosco. Faço este círculo para servir de espaço sagrado entre os mundos, um lugar de perfeito amor e de perfeita confiança. Assim seja!"
Depois convidamos os poderes dos elementais e animais sagrados do norte, leste, sul e oeste e os Deuses e Deusas para que adicionem suas energias ao nosso círculo e que nos concedam sabedoria e compreensão para os nossos trabalhos mágicos, de modo que sejam para o nosso bem e para o bem de todos. Fazemos então a nossa magia para a ocasião. Quando o ritual termina, a sacerdotisa caminha no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio em torno do círculo com seu bastão, declarando que o "círculo está agora aberto, mas não desfeito."



" O Círculo Mágico é UM ESPAÇO ENTRE OS MUNDOS, dentro dele podemos criar o Tempo e o Espaço que quisermos."


por lua negra * 9:55 AM

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Segunda-feira, Novembro 26, 2007

NASCIMENTO DE FREYA (RITUAL)


Para pedir a Freya que ajude no desenvolvimento dos talentos psiquicos e na execução de magia, unte uma vela verde com óleo de zimbro ou pinho, do pavio à base. Use um colar ou um pingente de âmbar em honra a Brisingamen; ou tenha uma peça de âmbar em suas mãos. Vista-se com uma túnica verde ou que tenha detalhes verdes. Sente-se numa cadeira confortável onde não venha a ser perturbado. Diga:

" Mulher Falcão! A Lua flutua através das árvores.
Freya! Chamo por aquela que chora ouro!
Dama da feitiçaria! Não temo sua presença.
Guardiã de Brisingamen! Revele-me os segredos dos nós e tranças.
Freya! Deusa da Lua! Rainha das Valquírias!
Dê-me a chave para a magia profunda."

Feche os olhos e respire profundamente. Sinta seu corpo relaxando. Diante de você há uma porta brilhante de luz. Visualize-se atravessando essa porta. Você está no salão de Freya em Asgard. A deusa está sentada em seu trono. Há um banquinho a seus pés. Ela acena a você, e você caminha pelo salão para se sentar no banquinho. Dedique o tempo que for necessário a conversar com Freya e receber seus sábios conselhos. Ao terminar, despeça-se e retorne através da porta de luz para seu corpo físico. Respire fundo novamente. Repita o canto e agradeça a Freya por sua ajuda.


por lua negra * 9:25 AM

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Segunda-feira, Novembro 05, 2007

Sedna, a mulher do marido-pássaro

Sedna, filha de um grande caçador de uma comunidade litorânea, era uma jovem formosa e já em idade de casar. Diversos moços de sua aldeia já se haviam apresentado como pretendentes, mas ela recusara todos. O pai manifestava preocupação, pois estava ficando idoso e não poderia manter Sedna indefinidamente. O melhor destino que uma jovem esquimó pode esperar é casar-se com um caçador jovem e forte, capaz de sustentá-la com os frutos da caça e da pesca. Mas Sedna não se interessava por nenhum pretendente, parecendo esperar por alguém especial.

Um dia apareceu na aldeia um visitante bem apessoado, de aparência sedutora e vestido com belas peles. Prometeu a Sedna que, se ela o aceitasse em casamento, teria sempre uma tenda limpa e confortável, peles macias para dormir e a melhor carne que o Ártico pudesse dar. Disse ainda que garantiria o sustento de seu pai, enviando-lhe periodicamente a caça que a velhice já não lhe permitia obter com tanta fartura outrora.

Encantada, Sedna aceitou a proposta e foi levada por seu novo marido para uma ilha distante. Lá, descobriu a dura verdade: o homem que parecia tão bonito e simpático despiu-se das peles e mostrou ser um fulmar (ave de rapina do Ártico) disfarçado. O marido-pássaro era cruel e de péssimo caráter, mantendo Sedna praticamente prisioneira. Dava-lhe para comer apenas restos de peixe cru e, como casa, uma tenda terrivelmente suja e cheia de furos por onde entrava o vento gelado. Sedna chorava todos os dias, e o vento levava seus lamentos para muito longe.

Um dia, ao ouvir os gemidos de Sedna que chegavam com a ventania, seu pai resolveu visitá-la. Desconfiava que algo não andava bem, já que nunca recebera os alimentos que o marido-pássaro um dia prometera. Saiu então, em seu caiaque, remando pelo oceano gelado, em busca da ilha para onde a filha fora levada. Ao chegar perto, ouviu nitidamente os lamentos de Sedna e apressou as remadas. Chegando lá, encontrou a filha infeliz e maltratada. Como o marido-pássaro estava longe, o pai aproveitou para fugir com Sedna no caiaque, rumando rapidamente para a aldeia nativa. Contudo, a viagem era longa. Em dado momento, pai e filha ouviram gritos e ruflar de asas. Era o marido-pássaro que, tendo descoberto a fuga, vinha furioso, seguido por outras aves de rapina, para buscar a esposa de volta. O pai tentou remar mais rápido, mas de nada adiantou: o marido-pássaro atacou o caiaque com violência e, tocando o mar com a ponta da asa, ordenou que ondas gigantescas se levantassem, tal como nas piores tempestades.

A situação tornou-se desesperadora. Em pânico, o pai de Sedna percebeu que a única forma de salvar a pele seria livrando-se da filha, já que era a ela que o marido-pássaro queria. Então, para surpresa de Sedna, o velho caçador empurrou-a no mar, para que o marido a pegasse. Mas Sedna não tinha nenhuma intenção de morrer, nem de voltar para o terrível marido: com toda a força, agarrou-se com as mãos à lateral do caiaque, num esforço para voltar para bordo. O marido-pássaro ficou furioso e invocou novas ondas ainda maiores. O pai, cada vez mais desesperado, sacou então seu facão de caça e começou a cortar os dedos de Sedna, num esforço para obrigá-la a soltar o barco. Os dedos decepados da jovem foram caindo ao mar, um a um, e transformando-se nas espécies que até hoje habitam as águas do Ártico. Assim surgiram os peixes, as baleias, as focas, os elefantes-marinhos e os outros animais que servem de alimento para o povo Inuit.

Depois de perder todos os dedos, Sedna não conseguiu mais manter-se agarrada ao caiaque. Lentamente afundou nas águas, enquanto as ondas se acalmavam e seu pai conseguia fugir. Mas Sedna não morreu. Desde então vive nos abismos do oceano profundo, onde se transformou na Deusa dos Mares. A fauna do Ártico é sua companhia constante. Quando os homens atentam contra a natureza, quando se deixam levar pelo ódio e pelos interesses mesquinhos, quando não amam seus semelhantes, o peso dos pecados do povo Inuit chega ao coração de Sedna, que se põe a soluçar. Então, todos os animais do Ártico se postam em torno dela, no fundo do oceano, o que faz faltar comida para os caçadores e pescadores. As ondas se levantam, agitadas, e o vento traz tempestades. Vem então uma época de desolação e fúria dos elementos, trazendo a fome para a comunidade.



por lua negra * 10:59 AM

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Sexta-feira, Novembro 02, 2007

LUA DE NEVE - NOVEMBRO

Novem era o nono mês do antigo calendário romano. Na tradição celta, era o início de um novo ano. O ano celta se encerrava na véspera do Samhain e se reiniciava no dia seguinte. Eles o consideravam um mês lunar de inícios e fins.
O nome anglo-saxão era Blotmonath e o nórdico, Herbistmonath e Fogmoon. Os povos antigos chamavam o mês de Lua Escura, Lua da Névoa, Lua da Neve, Lua do Castor, Lua das Tempestades, Lua quando os alces trocam os chifres, Lua do Velório e Mês do Sacrifício.
No calendário sagrado druídico, Beth é a letra Ogham e o álamo, a árvore sagrada. O lema do mês é "purifique-se e prepare-se para novos desafios e mudanças pessoais em sua vida".
A pedra sagrada deste mês é o topázio e as divindades regentes são: Bast, Cailleach, Ferônia, Gaia, Hécate, Holda, Ísis, Kali, Mawu, Nicnevin, Odin, Osíris, Skadi.
Independente do nome, este mês representava uma transição entre o velho e o novo, o tempo de términos e novos começos. A escuridão aumenta, a vida está em declínio e os véus entre os mundos se tornam mais tênues, permitindo a passagem e as comunicações "do além".
Inúmeras culturas antigas reverenciavam os espíritos dos ancestrais e as almas durante este mês. As celebrações celtas de Samhain proporcionavam o contato com os espíritos dos falecidos e eram dedicadas a Cailleach, a anciã Senhora da Morte.
A Ísia, ou o renascimento de Osíris, no Egito, era o período do recuo das águas das cheias do Nilo. Esse renascimento não significava reencarnação, mas um ressurgir dos mortos. Após a confirmação da morte de Osíris pelas mãos de seu irmão Set, o povo seguiu Ísis, em prantos, até seu templo. Lá o drama prosseguiu com o combate entre Hórus e Set. Imagens de Osíris eram confeccionadas com pasta e grãos; eram regadas até que a cevada brotasse e então eram colocadas para flutuar no Nilo com velas, como parte das cerimônias de plantio. James Frazer, em The golden Bough, traduz um "Lamento de Ísis" no qual a deusa afirma que é irmã de Osíris, filha da mesma mãe, e que o deus jamais se distanciará dela.
O festival japonês em honra à Deusa do Fogão homenageava as mulheres que preparavam as refeições diárias de modo jocoso. Constantemente chamada de Kami (divindade), essa deusa era importante porque, através do uso do alimento colhido, ela protegia e sustentava a família.
A deusa Hécate possuía muitas celebrações ao longo do ano. Dezesseis de novembro era conhecido como a Noite de Hécate, a Formada por Três. Hécate era parte da mais antiga forma de deusa lunar Tríplice, como Anciã ou Lua Nova; Ártemis era a Lua Crescente e Selene a Lua Cheia. A maior parte do culto a Hécate, especialmente nessa noite, era executada à noite, numa encruzilhada tripla. Comida lhe era oferecida, as "Ceias de Hécate", e eram deixadas nas encruzilhadas, com pedidos de proteção. Era conhecida por controlar as passagens da vida e a transformação, o nascimento e a morte. Seus animais eram a rã, a coruja, o cão e o morcego.
Nicneven era uma deusa escocesa, cujo nome significa "Divina" ou "Brilhante", um aspecto de Diana, a Caçadora. Dizia-se na Escócia que ela cavalgava pela noite com seus seguidores durante o Halloween (Samhain celta). Durante a Idade Média, ela era conhecida como Dame Habonde, Abundia, Satia, Bensozie, Zobiana e Herodiana.
No Tibete, era celebrada a Festa das Lanternas, um festival de inverno para os dias mais curtos do Sol. Entre os incas, essa era a época do Ayamarca, ou Festival dos Mortos.
Ao contrário da atmosfera de tristeza e luto das comemorações cristãs dos mortos, até hoje, no México, o "Dia de Las Muertes" é comemorado de forma alegre e divertida. Os túmulos são enfeitados com flores coloridas de papel, as famílias se reúnem para pequeniques no cemitério e comemoram com as comidas e bebidas preferidas dos mortos. As crianças se divertem com doces e brinquedos em forma de esqueletos e caveiras.
Nos países nórdicos, a deusa Hel, Holda ou Bertha era comemorada como a condutora das almas durante "A Caçada Selvagem".
Com o fim do ano se aproximando, reserve este mês para completar ou finalizar seus projetos e compromissos. Descarte tudo aquilo que não lhe serve mais, livre-se dos "pesos mortos" para abrir novos espaços e reflita sobre os ciclos da vida e da natureza. Reverencie os espíritos de seus ancestrais e familiares, aceite a partida deles sem tristeza e ore por sua evolução espiritual.

CORRESPONDÊNCIAS DA LUA DE NEVE


Espíritos da Natureza - fadas subterrâneas
Ervas - verbena, betônia, borragem, ciquefólio, grãos do paraíso, cardo sagrado.
Cores - cinza, verde - mar.
Flores - flor-de-cacto, crisântemo.
Essências - cedro, flor de cerejeira, jacinto, narciso, hortelã, limão
Pedras - topázio, jacinto, lápis lázuli.
Árvores - cipreste, amieiro.
Animais - unicórnio, escorpião, crocodilo, chacal
Aves - coruja, ganso, andorinha
Deidades - Kali, Ísis Negra, Nicnevin, Hécate, Bast, Osíris, Sarasvati, Skadi, Mawu, Calleiach, Ferônia, Hel, Odin.
Fluxo de Poder - arraigar-se, preparar-se; transformação, fortalecimento da comunicação com o Deus ou Deusa que mais se aproxime de você.



por lua negra * 4:12 PM

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