Apenas aqueles que conhecem suas muitas faces secretas, podem encontrar a Luz que leva ao Caminho Interior

De Mim tudo se origina, a Mim tudo retorna. Diante da minha face sereis envoltos no arrebatamento do Infinito.
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Sexta-feira, Agosto 31, 2007

A LUA DOS SONHOS

Sonhar é receber mensagens. Sonhar é encontrar respostas. Sonhar é conversar com amigos de outros planos. Assim é o sonhar da bruxa: não um desligamento da realidade. Mas uma entrada num plano superior. A verdadeira bruxa aprende a controlar seus sonhos e a realizar viagens astrais, sendo capaz de visitar, em espírito, lugares distantes e desconhecidos.
Para despertar esse dom de sonhar, durma com um caroço de ameixa na mão esquerda. Assim, você ativará sua intuição e se tornará mais consciente do real significado dos seus sonhos. Procure, ainda, ao acordar, anotar o que você sonhou na noite anterior. Desse modo, você vai aprender a dar atenção aos seus sonhos e será capaz de interpretá-los corretamente. E a Lua dos Sonhos também ensina a não temer o contato com outras dimensões. É natural que você fique insegura e sinta-se impelida a fugir do desconhecido. Reaja e assuma a plenitude de seu poder!!


por lua negra * 9:52 AM

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Sábado, Agosto 25, 2007

NA MAGIA

LUA CRESCENTE: momento de definição. Os sentimentos e emoções se tornam mais claros, as atitudes mais objetivas. Os impulsos agora podem ser colocados em prática. Neste período, pode-se construir o novo e intensificar os contatos sociais.
A Lua Crescente é utilizada para invocar as coisas que se deseja, um período para iniciar novos projetos.

LUA CHEIA: simboliza a plenitude. As pessoas estão mais abertas e receptivas, as relações tornam-se mais dinâmicas e pulsantes. O inconsciente aflora e as ações, podem se tornar agressivas. Os projetos iniciados chegam ao seu desenvolvimento máximo.
A Lua Cheia é utilizada na integração e aperfeiçoamento de idéias e projetos, e para lançar encantamentos buscando coisas positivas.

LUA NOVA: simboliza o momento da fecundação, da germinação, do impulso de uma nova vida. É um período de introspecção e indefinição, da busca de novos caminhos e não é propício para decisões. É o momento de reflexão e amadurecimento dos anseios.

LUA MINGUANTE
: é o período de transição. A tendência é para o recolhimento e avaliação do que foi anteriormente vivido. Os trabalhos já iniciados devem ser terminados. É uma fase delicada, quando a sensibilidade está à flor da pele.

OBS: A Lua Nova ou a Lua Minguante é utilizada para diminuir ou banir completamente coisas de sua vida.


por lua negra * 8:16 AM

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Segunda-feira, Agosto 20, 2007

MÃE ANTIGA

Mãe Antiga
Ouço teu chamado
Mãe Antiga
Ouço tua canção

Mãe Antiga
Ouço teu riso
Mãe Antiga
Provo tuas lágrimas

Isis, Astarte, Diana,
Hécate, Deméter, Kali
e Inanna


por lua negra * 2:04 PM

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Domingo, Agosto 19, 2007

MAGIA DE FREYA E SEIDR

Nos antigos mitos nórdicos, a mais conhecida de todas as deusas era a independente e bela Freya. Infelizmente, poucas de suas histórias sobreviveram. Apesar de Freya não ser considerada uma deusa lunar, muitos de seus atributos a conectam às Luas Cheia e Nova.
Freya era irmã de Freyr e filha do deus do mar Njord com sua irmã sem nome.
Seus gatos puxavam sua carruagem em batalha, o que a torna a senhora dos gatos, o mesmo título atribuído á egípcia Bast e à grega Àrtemis. Além disso, Freya era líder das Valquírias e tinha poderes de se transmutar, a Sábia ou vidente que inspirou toda a poesia sagrada. Mulheres sábias, videntes, senhoras da runas e curandeiras estavam intimamente conectadas a Freya, pois ela era a deusa da magia, bruxaria e dos assuntos amorosos.
A magia de Freya era xamanística por natureza, como indica seu vestido ou capa de pele de falcão, que permitia que se transformasse em um pássaro, viajasse para qualquer dos mundos e retornasse com profecias. Por várias vezes, Loki emprestou tal pele de falcão, geralmente para espionar pessoas e criar problemas. Os xamãs atuais julgam tal habilidade de efetuar viagens astrais como necessária para a previsão do futuro e para obter sabedoria. Entre os povos nórdicos, esta habilidade, presenteada por Freya, era chamada seidr.
Seidr era uma forma mística de magia, transe e adivinhação primariamente feminina. Apesar de a tradição rezar que as runas teriam se originado com Freya, e que fossem utilizadas por suas sacerdotisas, a maior parte de seidr envolvia a prática de transmutação, viagem do corpo astral através dos Nove Mundos, magia sexual, cura, maldição e outras técnicas. Suas praticantes, chamadas de volvas ou às vezes seidkona, eram sacerdotisas de Freya. Eram consultadas sobre todos os tipos de problemas.
As mulheres não eram as únicas praticantes do seidr de Freya. Existem vestígios em poemas e em prosa de que seidr fosse também praticado por homens vestidos com roupas de mulher. Odin, por exemplo, é a única deidade masculina listada nos mitos a ter praticado esse tipo de magia; ele foi iniciado pela própria Freya. No entanto, esta não era uma atividade masculina popular e aqueles que a praticavam eram ridicularizados ou até mesmo assassinados. Vestir-se com as roupas do sexo oposto é uma tradição realmente antiga que tem suas raízes na crença de que um homem deve espiritualmente transformar-se em uma mulher para servir à Deusa. Isso não poderia ser bem recebido numa sociedade patriarcal.
As volvas moviam-se livremente de um clã para outro; suas habilidades eram constantemente exigidas. Elas não costumavam se casar, apesar de possuírem amantes. Essas mulheres portavam cajados com uma ponteira de bronze e usavam capas, capuzes e luvas de pele de animais.
O xamanismo requer compreensão dos Quatro Elementos que influenciam todos os aspectos da vida e requer saber como utilizá-los. A história de como Freya obteve seu famoso colar Brisingamen de quatro gnomos é na verdade uma lição de aprendizado de como utilizar os Quatro Elementos.
Certa vez, quando Freya passeava, ela se deparou com quatro gnomos que fabricavam o mais belo colar. Esses artesãos, conhecidos como Brisings, chamavam-se Alfrigg, Dvalin, Berling e Grerr. Freya decidiu que o colar deveria ser seu, mas os gnomos não o venderiam. No entanto, eles a presenteariam com o colar se ela passasse uma noite com cada um deles. Sem hesitar, Freya concordou e tornou-se a proprietária de Brisingamen, um poderoso equilíbrio da Serpente Midgard e um símbolo de fertilidade. Tais atributos correspondem à Lua Cheia.
Uma vez que os monges cristãos julgaram esta uma história de pouca moral, é de se admirar que tenha sobrevivido nos mitos nórdicos. Não é uma história sobre sexo, mas sim sobre obter conhecimento (algo considerado tão maligno quanto sexo pelos monges). Os quatro gnomos representam os Quatro Elementos. Brisingamen simboliza a beleza, o poder e a riqueza que advêm do saber como utilizar e equilibrar esses tijolos de matéria.
A inveja e a cobiça de Odin por tal jóia e pelo meio através do qual Freya a obteve o levou a ordenar a Loki que roubasse o colar. Para recuperá-lo, Freya deveria concordar com uma obscura ordem de Odin: deveria incitar a guerra entre reis e grandes exércitos para depois reencarnar os guerreiros mortos para que lutassem novamente. Este aspecto da deusa, também conhecida como líder das Valquírias, a conecta à Lua Nova.


por lua negra * 10:31 AM

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Sábado, Agosto 18, 2007

A LUA NEGRA DA TRANSMUTAÇÃO


A fase lunar denominada Lua Negra acontece mensalmente, nos tres dias que antecedem a Lua Nova. Durante este período, o fino disco da Lua Minguante diminui até desaparecer na escuridão da noite. Tendo em vista que a luz da lua é, na verdade, a luz solar refletida pelo disco lunar, poderíamos dizer que a Lua Negra "mostra" a verdadeira face oculta da lua.
Durante essa fase de escuridão mensal, os povos antigos reverenciavam as Deusas Escuras, dedicando esse tempo a rituais divinatórios, de cura e transmutação. Com o advento das sociedades patriarcais, os mistérios da Lua Negra tornaram-se sinônimo de terror e malefícios. Incapacitados de ver ou compreender o "desaparecimento" da Lua, surgiram lendas e superstições sobre demônios ou forças malignas que "comiam" a Lua. Dessa maneira, a Lua Negra passou a representar o auge dos poderes destrutivos, vaticinando cataclismos naturais, como inundações, tempestades ou secas e humanos, como guerras, doenças e fome. A Lua Negra era tida como aziaga para qualquer empreendimento, por ser considerada a lua do momento em que os fantasmas e os espíritos malévolos perambulam sobre a Terra e as bruxas executam seus rituais de magia negra. Atribuía-se à Lua Negra a conexão com o mundo subterrâneo por ser regida por divindades em forma de serpente ou com serpentes nos cabelos.
Na verdade, a Lua Negra facilita o acesso aos mundos e planos sutis e às profundezas de nossa psique. Por isso, atualmente é considerada uma fase favorável para trabalhos de transformação e renovação. Somente mergulhando no nosso lado escuro, desvendando os mistérios e as sombras de nosso inconsciente, poderemos achar os meios secretos para nossa renovação. A Lua Negra tem o poder de criar e de destruir, de curar e de regenerar e de descobrir e fluir com o ritmo das mudanças e dos ciclos naturais, dependendo da capacidade individual em reconhecer e integrar sua sombra.
Ao entrar na fase da Lua Negra, podemos presenciar a transição entre a destruição do velho e a criação do novo. É, portanto, um período favorável para rituais de cura, renovação e regeneração. O processo de transformação destrói os padrões ultrapasasdos de condicionamento, comportamento e estruturação, liberando-nos daquilo que não serve mais, daquilo que é limitante, impedindo nossa expansão.
Os objetivos dos rituais são variados e de acordo com as necessidades de cada um. Podemos citar a remoção de uma maldição, a correção de uma disfunção, o afastamento dos obstáculos ou das dificuldades na realização afetiva ou profissional, a limpeza de resíduos energéticos negativos de pessoas, objetos, ambientes, a preparação e imantação do espelho negro, entrando em contato com os Ancestrais ou com as Deusas Escuras como Hécate, Kali, Ereshkigal, Hel, Sekhmet, Sheelah Na Gig, Oyá e Cailleach. As palavras-chave para esses rituais são complementação, finalização, dissolução, introspecção, tradição, sabedoria, morte e transmutação.
Os elementos ritualísticos são as velas pretas para afastar a negatividade, as brancas para os novos inícios e as vermelhas para a realização, correspondendo às três cores da Deusa e aos três estágios da condição feminina: idosa, jovem e adulta. Por ser a Anciã a Deusa regente desta lua, são oferecidos no altar, em vez de flores, um xale preto, galhos e folhagens secas, penas pretas, pêlo de cachorro preto ou lobo, teia ou a imagem de uma aranha, além de representações do poder transmutador da serpente. Os objetos mais importantes para o ritual da Lua Negra são o caldeirão - para queimar e transmutar as energias negativas - e o espelho negro ou bola de cristal, além de tarot e runas para orientação e auto-conhecimento.
A meditação ao som de tambor ajuda a mergulhar no ventre escuro da Mãe Terra, trazendo mensagens e sugestões para a cura, a regeneração e a transformação.


por lua negra * 12:14 PM

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Quinta-feira, Agosto 16, 2007

A LUA DA LOBA
imagem extraida do site: http://www.luanua1.hpg.ig.com.br

A mulher que é feiticeira tem que saber lidar com o amadurecimento e com a velhice. Mesmo você que seja adolescente, pensar na maturidade é um desafio importante, que precisa ser encarado na Lua da Loba, você vai aprender a reconhecer a força da mulher madura. Procure passar mais tempo na companhia de mulheres que você admira. Pode ser na companhia de sua mãe, uma amiga, uma professora, uma tia ou de sua avó. Basta que seja uma mulher forte, de personalidade marcante, mas ao mesmo tempo bondosa, e que tenha mais de 50 anos. Olhe bem para essa mulher e reconheça nela as qualidades da Lua. A intuição, o amor, a inteligência que reluz nos olhos de todas as filhas da Deusa. Pense em Diana, a senhora da caça que supera todos os obstáculos com firmeza. Banhar-se com uma infusão de alfazema e mil-folhas, ervas que trazem força, vai ajudá-la a entrar em sintonia com a energia sutil da Lua da Loba.


por lua negra * 9:53 AM

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Quarta-feira, Agosto 15, 2007

A LUA AZUL DA ABUNDÂNCIA


Lua Azul é o nome que se dá à segunda lua cheia dentro do mesmo mês. Um fenômeno que acontece, em média, uma vez a cada dois anos e sete meses, sete vezes a cada dezenove anos e trinta e seis vezes no século. Desde a antiguidade, a Lua Azul é considerada um acontecimento de muita força magnética e poder espiritual, reforçando o sentido de plenitude da lua cheia.
A Lua Azul nos proporciona uma oportunidade a mais de tocar o divino, um aumento de consciência diante das forças sobrenaturais reforçando, assim, o intercâmbio com os outros planos, reinos e dimensões. Por ser considerada "um tempo entre os tempos", um momento raro e, por isso, muito mais poderoso e mágico, fica mais fácil alcançar "o mundo entre os mundos" por meio dela. É uma lua de abundância, que permite colher muito mais do que se plantou. Os encantamentos têm maior poder e os resultados são mais rápidos. Pensamentos e desejos tornam-se mais intensos e, assim, qualquer ritual exige maior cautela em relação aos objetivos e pedidos. Mais do que nunca vale a advertência "cuidado com o que pedir, pois vc poderá conseguir"!
Com o surgimento do calendário juliano, no início do cristianismo, o culto à Lua Azul passou a ser reprimido por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar, do poder feminino e do culto às Deusas, assuntos perseguidos e proibidos. Mesmo assim, permaneceu sua aura romântica e poética e a Lua Azul passou a ser associada à crença de que era propícia ao romance e ao encontro de parceiros.
Na mitologia Celta, essa lua favorece o contato com o Reino Encantado dos seres da natureza. Invocam-se as Rainhas das Fadas - Aeval, Aine, Ayna, Bri, Mab e Sin - e empreendem-se viagens reais ou imagináveis para as "Sidhe", as colinas encantadas, morada do "Little People", o Povo Pequeno.
Para agradar às Fadas, os celtas cultivavam perto das casas suas plantas preferidas - calêndulas, verbenas, violetas, prímulas e tomilho - e deixavam oferendas de mel, leite, manteiga, pão e cristais nas clareiras onde os círculos de cogumelos denotavam sua presença. Para favorecer a "visão", abrindo a percepção psíquica, usava-se artemísia, em chá ou em infusões para banho, suco de samambaias ou orvalho passado nas pálpebras, saches de mil folhas e hipericão, invocações mágicas adequadas.
A Lua Azul é regida pela Matriarca da 13ª Lunação. Ela é "aquela que se torna a visão", a guardiã de todos os ciclos de transformação, a mãe das mudanças. Essa Matriarca nos ensina a importância de seguir nosso caminho sem nos deixar desviar por ilusões que possam vir a interferir em nossas visões. Cada vez que nos transformamos, realizando nossas visões, uma nova perspectiva e compreensão se abre, permitindo-nos alcançar outro nível na eterna espiral da evolução do espírito. A última visão a ser alcançada é a decisão de simplesmente SER. Sendo tudo e sendo nada, eliminamos os rótulos e definições que limitam nossa plenitude.
Para criar uma atmosfera adequada a uma celebração da Lua Azul, use velas e roupas azuis. Prepare água lunarizada expondo garrafas de vidro azul, cheias de água, aos raios lunares. Prepare " travesseiros dos sonhos " enchendo uma fronha de tecido azul com flores de sabugueiro, lavanda ou alfazema, hipericão, folhas de artemísia e sálvia. Imante cristais e pedras azuis como o topázio azul, a safira, o berilo, a água-marinha, o lápis-lazuli ou a sodalita. Usando músicas com sons da natureza, como pios de corujas, cantos de baleias ou uivos de lobos, permita que sua criatividade e intuição levem-na ao Reino das Fadas ou ao encontro das Deusas Lunares. Olhe fixamente para a Lua, eleve seus braços e "puxe" sua luz para sua testa, seu coração e seu ventre.
Conecte-se, em seguida, à Matriarca, pedindo-lhe orientação sobre as mudanças necessárias para alcançar uma real transformação.
Permaneça, depois, em silêncio e ouça as mensagens e respostas ecoando em sua mente ou alegrando seu coração.


por lua negra * 11:01 AM

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Segunda-feira, Agosto 13, 2007



INVOCAÇÃO À LUA


Senhora do Céu da Noite, salpicado por estrelas,
Guardadora dos nossos sonhos e visões.
Mostre-me como transformar os sonhos em realidade
E como viver bem minha verdade.
Ensine-me a usar minha força de vontade
Para recuperar meu antigo poder.
Revele as minhas facetas de sombra e de luz
Para assim alcançar a totalidade.
Mãe, ensine-me a ouvir minha voz interior,
Silenciando o turbilhão da mente
E escutando teu chamado no pulsar do meu coração


por lua negra * 4:45 PM

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Quinta-feira, Agosto 09, 2007


OS MISTÉRIOS DO SANGUE E A CURA EMOCIONAL DA MULHER

A primeira e mais antiga forma de medir o tempo foi pelo ciclo menstrual das mulheres. Olhando o céu e contando os dias para a chegada da menstruação ou para a confirmação da gravidez, as mulheres criaram os primeiros calendários e estabeleceram as bases do conhecimento mítico e mágico da Lua. A raiz da palavra "menstruação" vem do latim mens e significa "lua" e "mês".
Para os povos antigos, a menstruação era um dom dado às mulheres pelas Deusas para que elas pudessem criar e perpetuar a própria vida. A sincronicidade do ciclo lunar e menstrual refletia o vínculo entre a mulher e a divindade, pois ela guardava o mistério da vida em seu corpo e tinha o poder de tornar real o potencial da criação. Esses ciclos também refletiam as estações e mudanças da natureza, o ventre aparecendo como receptáculo da vida eterna, simbolizado pelo cálice, caldeirão ou Graal em vários mitos. Todos os homens nascem da mulher, seus corpos são formados dos tecidos de seu útero, o sangue que corre nas veias do recém-nascido é o sangue de sua mãe. O poder da mulher vem através de seu sangue, por isso ela não deve temê-lo ou desprezá-lo, mas considerá-lo sagrado, imantado com o poder que liga a mulher à Fonte da Criação.
Considerada pelos povos antigos como a "Flor da Lua" ou o "Néctar da Vida", a menstruação passou a ser denegrida e desprezada pelas sociedades patriarcais, que a consideravam a origem do poder maligno da mulher, a marca do demônio, o castigo dado a Eva por ter transgredido as regras de obediência e submissão. Enquanto que nas sociedades matrifocais as sacerdotisas ofereciam seu sangue menstrual à Deusa e faziam suas profecias durante os estados de extrema sensibilidade psíquica da fase menstrual, a Inquisição atribuía a esse poder oracular a prova da ligação da mulher com o diabo, punindo e perseguindo as mulheres "videntes". E assim originaram-se os tabus, as proibições, as crendices e as superstições referentes ao sangue menstrual.
"Tabu" é uma palavra de origem polinésia, cujo significado - "sagrado" - refere-se a tudo aquilo que, por ser imbuído de um poder especial chamado "mana", não podia ser tocado ou usado por pessoas que não estivessem preparadas para lidar com essa energia, o que poderia ser-lhes prejudicial. O sangue menstrual ou pós-partum era inpregnado de "mana", sendo por isso considerado sagrado, ou seja, "tabu".
Com o passar do tempo, o significado da palavra "tabu" foi deturpado para "proibido", recebendo uma conotação negativa e até mesmo perigosa, principalmente para os homens que temiam esse sangramento misterioso da mulher. Esse temor vinha do fato de que o homem, quando sangrava, era por ferimento ou doença com consequências quase sempre fatais.
Infelizmente, milênios de supremacia e domínio patriarcal despojaram as mulheres de seu poder inato e negaram-lhe até mesmo seu valor como criadoras e nutridoras da própria vida. Reduzidas a meras reprodutoras, fornecedoras de prazer ou de mão-de-obra barata, as mulheres foram consideradas incompetentes, incapazes, desprovidas de qualquer valor e até mesmo de uma alma!

Não mais o respeito e a veneração pelo poder sagrado de seu sangue, mas a vergonha, a repulsa, o silêncio sobre "aqueles dias", as acusações e explicações "científicas" dos estados depressivos, explosivos ou das mudanças de humor como algo mórbido, que deveria ser tratado com remédios ou com a indiferença.
Em vez dos antigos rituais de renovação e purificação nas Cabanas ou Tendas Lunares, onde as mulheres se isolavam para recuperar suas energias e abrir seus canais psíquicos para o intercâmbio com o mundo espiritual, a mulher moderna deveria disfarçar, esforçando-se para continuar com suas atribuições cotidianas, perdendo o contato e sintonia com seu corpo e com a energia da Lua. O resultado é a tensão pré-menstrual, as cólicas, o ciclo desordenado, o desconhecimento dos "Ritos de Passagem" e dos "Mistérios da Mulher". As meninas passam por sua menarca sem nenhuma preparação ou celebração, aprendendo, muitas vezes, as verdades sobre seus corpos de forma dolorosa ou prejudicial. Ao chegar na menopausa, a mulher sente-se marginalizada, desprezada, envelhecida, sem receber o apoio ou o ensinamento de como atravessar e aproveitar essa nova fase plena de possibilidades e de sabedoria.
Pelo ressurgimento do Sagrado Feminino, as mulheres estão reaprendendo o verdadeiro valor sagrado de seus corpos, de suas mentes e de seus corações. Restabelecem-se os rituais de passagem, celebrando as fases de transição na vida da mulher : a menarca (primeira menstruação), a maturidade sexual, a gestação, o parto e a menopausa.
É imperativo à mulher contemporânea recuperar a sacralidade de sua biologia. Para isso, ela deve lembrar seus antigos conhecimentos, compreender os verdadeiros mitos e arquétipos de sua natureza lunar, reconhecer o poder mágico de seu ventre e sua conexão com a Deusa.
A sociedade atual, altamente industrializada e intelectualizada, é carente de Ritos de Passagem e Celebrações, preocupando-se apenas com a produtividade, o consumismo e os modismos.
É vital para a mulher moderna suprir essa lacuna lendo e reaprendendo as antigas tradições, usando sua intuição e sabedoria para adaptá-las à sua realidade moderna, celebrando os Ritos de Passagem.
Esse ato de "acordar" e "relembrar" reconecta a mulher à sua essência verdadeira, dando-lhe novos meios para viver de forma mais plena, harmônica, mágica e feliz.


por lua negra * 10:25 AM

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Quinta-feira, Agosto 02, 2007

A LUA VERMELHA DA MENSTRUAÇÃO


Na antiguidade, o ciclo menstrual da mulher seguia as fases da lua com tanta precisão que a gestação era contada por luas. Com o passar dos tempos, a mulher foi se distanciando dessa sintonia e foi perdendo, assim, o contato com seu próprio ritmo e seu corpo, fato que teve como consequência vários desequilíbrios hormonais, emocionais e psíquicos ( é a famosa TPM).

Para restabelecer essa sincronicidade natural, tão necessária e salutar, a mulher deve se reconectar à Lua, observando a relação entre as fases lunares e seu ciclo menstrual. Compreendendo o ciclo da lua e a relação com o seu ritmo biológico, a mulher contemporânea poderá "cooperar" com seu corpo, fluindo com os ciclos naturais, curando seus desequilíbrios e fortalecendo sua psique.
Para compreender melhor a energia de seu ciclo menstrual, cada mulher deve criar um "Diário da Lua Vermelha", anotando no calendário o início de sua menstruação, a fase da lua, suas mudanças de humor, disposição, nível energético, comportamento social e sexual, preferências, sonhos e outras observações que queira.
Para tirar conclusões sobre o padrão de sua Lua Vermelha, faça essas anotações durante pelo menos três meses, preferencialmente por seis. Após esse tempo, compare as anotações mensais e resuma-as, criando, assim, um guia pessoal de seu ciclo menstrual, baseado no padrão lunar. Observe a repetição de emoções, sintonias, percepções e sonhos, fato que vai lhe permitir estar mais consciente de suas reações, podendo evitar, prever ou controlar situações desagradáveis ou desgastantes.
Do ponto de vista mágico, há dois tipos de ciclos menstruais, determinados em função da fase lunar em que ocorre a menstruação.
Quando a ovulação coincide com a Lua Cheia e a menstruação com a Lua Negra, a mulher pertence ao " Ciclo da Lua Branca". Como o auge da fertilidade ocorre durante a Lua Cheia, esse tipo de mulher tem melhores condições energéticas para expressar suas energias criativas e nutridoras por meio da procriação.
Quando a ovulação coincide com a Lua Negra e a menstruação com a Lua Cheia, a mulher pertence ao "Ciclo da Lua Vermelha". Como o auge da fertilidade ocorre durante a fase escura da lua, há um desvio das energias criativas, que são direcionadas ao desenvolvimento interior, em vez do mundo material. Diferente do tipo "Lua Branca", que é considerada "a boa mãe", a mulher do ciclo "Lua Vermelha" é "bruxa, maga ou feiticeira", que sabe usar sua energia sexual para fins mágicos e não somente procriativos.
Ambos os ciclos são expressões da energia feminina, nenhum deles sendo melhor ou mais correto que o outro. Ao longo de sua vida, a mulher vai oscilar entre os Ciclos Branco e Vermelho, em função de seus objetivos, de suas emoções e ambições ou das cisrcunstâncias ambientais e existenciais.
Além de registrar seus ritmos no "Diário da Lua Vermelha", a mulher moderna pode reaprender a vivenciar a sacralidade de seu ciclo menstrual. Para isso, é necessário criar e defender um espaço e um tempo dedicado a si mesma. Sem poder seguir o exemplo de suas ancestrais, que se refugiavam nas "Tendas Lunares" para um tempo de contemplação e oração, a mulher moderna deve respeitar sua vulnerabilidade e sensibilidade aumentadas durante sua Lua. Ela pode diminuir seu ritmo, evitando sobrecargas ao se afastar de pessoas e ambientes "carregados", não se expondo ou se desgastando emocionalmente e procurando encontrar meios naturais para diminuir o desconforto, o cansaço, a tensão ou a agitação.
Com determinação e boa vontade, mesmo no corre-corre cotidiano dos afazeres e obrigações, é possivel encontrar seu "tempo e espaço sagrados" para cuidar de sua mente, de seu corpo e de seu espírito. Meditações, "banhos de luz lunar", água lunarizada, contato com seu ventre, sintonia com a Deusa regente de sua lua natal ou com as Deusas Lunares, "viagens xamânicas" com batidas de tambor, visualizações dos animais de poder, uso de florais contribuem para o restabelecimento do padrão lunar rompido e perdido ao longo dos milênios de supremacia masculina e racional.
O mundo atual - em que a maior parte das mulheres trabalha - ainda tem uma orientação masculina. Para se afastar dessa influência, a mulher moderna deve perscrutar seu interior e encontrar sua verdadeira natureza, refletindo-a em sua interação com o mundo externo.


por lua negra * 10:02 AM

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