Apenas aqueles que conhecem suas muitas faces secretas, podem encontrar a Luz que leva ao Caminho Interior

De Mim tudo se origina, a Mim tudo retorna. Diante da minha face sereis envoltos no arrebatamento do Infinito.
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Terça-feira, Fevereiro 27, 2007

Horóscopo Lunar Celta

Um dos aspectos que faz a cultura celta tão mais próxima da natureza é a contagem dos dias através do nascer e do pôr do sol, nos levando a contar as noites ao invés dos dias. Isto nos aproxima não somente da natureza, mas também do equilíbrio gerado pelo universo, criando uma ligação perfeita entre o céu e a terra, entre o sol e a lua.

Desta maneira, o dia começa quando o sol se põe; ao contrário do que estamos acostumados. O dia começa com a lua, ou seja, com a Deusa mostrando que é hora de trabalhar o mistério, o oculto, o morrer. Ao amanhecer podemos sentir a presença do Deus, com seu fogo ardente vem nutrir e fecundar a Deusa, para que mais um dia possa ser gerado.

Para alguns é muito difícil aceitar e entender esta prática sem fazer qualquer ligação com bruxaria e feitiçaria, em seu sentido pejorativo. Mas, para a classe sacerdotal do povo celta – os Druidas – estes ensinamentos são de tamanha grandeza e profundidade que eles resolveram dedicar suas vidas à conscientização das pessoas para que não houvesse desequilíbrio entre os deuses e os homens.

Os Druidas deram a cada um dos meses do ano o nome de uma das suas árvores sagradas; assim como fizeram com o alfabeto ogham. Cada letra deste alfabeto era representada por uma árvore, que, por sua vez, representava um período do ano. A este período demos o nome de mês; isto para fazermos um paralelo entre as duas culturas.

O horóscopo celta lunar não foi desenvolvido baseado nos movimentos da lua (como alguns devem estar imaginando), mas sim nos períodos do ano em que suas árvores sagradas tinham uma maior predominância de suas características e propriedades. Desta forma, veja através das linhas que se seguem, qual árvore rege o período do ano que você nasceu.

Dez 24 a Jan 20 - árvore: bétula; símbolo: águia ou veado

Jan 21 a Fev 17– árvore: sorveira brava; símbolo: dragão verde

Fev 18 a Mar 17 - árvore: freixo; símbolo: tridente

Mar 18 a Abr 14 - árvore: amieiro; símbolo: pentáculo

Abr 15 a Mai 12 - árvore; salgueiro; símbolo: serpente

Mai 13 a Jun 09 - árvore: espinheiro; símbolo: cálice

Jun 10 a Jul 07 - árvore: Carvalho; símbolo: roda de ouro

Jul 08 a Ago 04 - árvore azevim; símbolo: lança em chamas

Ago 05 a Set 29 - árvore: aveleira; símbolo: salmão

Set 30 a Out 27 - árvore: videira; símbolo: cisne

Out 28 a Nov 23 - árvore: hera; símbolo: borboleta

Nov 24 a Dec 22 - árvore: sabugueiro; símbolo: pedras

Dez 23 - árvore: visco; símbolo: corvo

Para aumentar os poderes de cada uma dessas árvores seria apropriado que você tivesse alguma coisa feita da madeira da árvore correspondente ao seu signo. Como também, se você preferir, tenha o elemento que simboliza a sua árvore para que suas características e propriedades terapêuticas possam agir sobre você; além de trazer proteção e sorte.

Cláudio Ramos




por lua negra * 9:17 AM

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Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007

GESTOS

Os gestos são o contraponto silencioso às palavras. O significado mágico dos gestos é complexo, e origina-se do poder das mãos. A mão é um canal pelo qual as energias são enviadas do corpo ou recebidas de outros.
As mãos simbolizam o mundo físico. Mas em seus cinco dedos reside o pentagrama, o supremo símbolo de proteção; a soma dos quatro elementos associada a Akasha, o poder espiritual do Universo.
Ao invocar a Deusa e o Deus as mãos podem ser erguidas espalmadas para receber seu poder. A Deusa pode ser individualmente invocada com a mão esquerda com o polegar e com o indicador erguidos em um semi-círculo, enquanto o resto dos dedos se enrola sobre a palma. Este gesto representa a Lua Crescente. O Deus é invocado com o indicador e com o médio erguidos, enquanto o polegar segura os outros contra a palma, para representar chifres.
Os elementos podem ser invocados com gestos individuais quando próximos das quatro direções: uma mão espalmada paralela ao chão para invocar a Terra no norte; uma mão erguida, com os dedos bem abertos, para invocar o Ar no leste; um punho erguido no sul para convidar o Fogo; e uma mão em concha no oeste para invocar a Água.
Assume-se a posição da Deusa ao separar os pés cerca de 20 cm, erguendo as mãos com as palmas voltadas para cima, os cotovelos levemente dobrados. Esta posição pode ser utilizada para chamar a Deusa ou para sintonizar-se com Suas energias.
A posição do Deus consiste em manter os pés juntos no chão, o corpo rigidamente ereto, braços cruzados no peito (em geral o direito sobre o esquerdo), com as mãos fechadas em punhos.
Os gestos são instrumentos mágicos tão poderosos como quaisquer outros, os quais podemos levar sempre conosco, para utilizá-los quando necessário.


por lua negra * 9:28 AM

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Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

MITOS

GANESHA

O deus com a cabeça de elefante Ganesha permanece como uma das mais populares deidades hindus. A lenda diz que ele foi criado pela deusa Parvati ao misturar o suor de seu belo corpo com poeira. À época de sua criação, Ganesha possuía uma face e as formas de qualquer outro dos deuses. Quando Parvati terminou, ela indicou Ganesha como guardião dos portões de sua morada. Ganesha assumiu seu dever com seriedade, e quando Parvati disse que não desejava ver ninguém, ele tentou afastar o deus Shiva. Shiva não estava disposto a ser impedido de entrar e degolou Ganesha.
Parvati ficou bastante irritada e disse a Shiva que nada desejava com ele por causa de suas atitudes contra seu vassalo especial. Shiva cedeu e disse que Ganesha poderia ter a cabeça do primeiro animal que por ali passasse. Tal animal foi um elefante.
O povo hindu ama Ganesha. Há estátuas dele por toda parte: um homenzinho baixote e barrigudo com pele amarela, quatro braços e uma cabeça de elefante com apenas um marfim. Em suas mãos ele leva um disco, uma concha, uma clava e um lírio. Ele cavalga um rato.


por lua negra * 11:43 AM

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Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007

AS ERVAS MÁGICAS

NEGÓCIOS - benjoim, canela, cravos, louro, mostarda (sementes)

ADVINHAÇÃO - alecrim, anis estrelado, artemísia, canela, freixo, louro, noz moscada, rosa, sândalo

FERTILIDADE - carvalho, girassol, mandrágora, noz, papoula, pinho, romã, rosa

CURA - alecrim, arruda, canela, cardobento, cravo, eucalipto, freixo, hortelã, lavanda, maçã, mirra, narciso, rosa, sálvia, violeta

AMOR - alecrim, canela, cominho, coentro, jasmim, laranja, lavanda, limão, lírio, maçã, manjericão, verbena, violeta.

DINHEIRO - amêndoa, artemísia, brionia, camomila, cravo, jasmim, madressilva, manjericão, menta, trigo, grãos de mostarda

PROTEÇÃO - alecrim, angélica, arruda, boca-de-leão, artemísia, erva-doce, freixo, louro, peônia, verbena, visgo

PURIFICAÇÃO - açafrão, alfazema, alecrim, anis, arruda, hortelã, lavanda, limão, louro, mirra, olíbano, sabugueiro, sândalo, sangue-de-dragão, arnica.

Todas as ervas aqui citadas não têm contra-indicação, por isso pode utilizá-las em banhos mágicos. Outra forma é colocá-las em saquinho feito com veludo preto ou qualquer outro tecido (cetim, algodão, seda) preto. Este saquinho é um amuleto mágico, por isso sempre leve-o consigo. As ervas relacionadas ao amor podem ser reduzidas à pó. Você poderá soprá-lo sobre a pessoa amada ou usá-lo quando quiser conquistar alguém.


por lua negra * 5:44 PM

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Terça-feira, Fevereiro 20, 2007

ERÍNIAS

Divindades do mundo infernal. Nasceram da Terra fecundada pelo sangue de Urano. Eram forças misteriosas que não reconheciam a autoridade dos deuses olímpicos. O próprio Zeus devia obedecer-lhes. Seu número fixa-se geralmente em três: Alecto, Tisífone e Megera. Vingadoras dos crimes, perseguiam suas vítimas, torturando-as de todas as maneiras, até enlouquecê-las. Geralmente, o criminoso era expulso da cidade e vagava até que alguém o purificasse. As Erínias, às vezes, enviavam punições coletivas a uma região, assolando-a com uma epidemia. Protetoras da ordem social, vingavam toda falta capaz de colocá-la em risco. Exprimem a idéia fundamental do espírito grego, segundo a qual a ordem deve ser preservada contra as forças desintegradoras. Assim, uma de suas funções mais importantes era punir o homicídio, voluntário ou não. Castigavam especialmente os crimes contra a família. Foram elas que levaram a desgraça à casa de Agamenão, após o sacrifício de Ifigênia. São representadas com asas, os cabelos emaranhados de serpentes e trazendo nas mãos tochas ou chicotes. Na Grécia, eram chamadas também Eumênides, "Benevolentes". Dessa forma, procura-se aplacá-las e impedir que fizessem mal aos homens.


por lua negra * 11:24 AM

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Segunda-feira, Fevereiro 19, 2007

O COSMOS PODE SER INFINITAMENTE MAIOR DO QUE O HOMEM, MAS UM ÚNICO ATO DE AMOR VALE MAIS DO QUE TODA A MASSA DO UNIVERSO - PASCAL

AOS AMIGOS (AS) QUE POR AQUI PASSAM E ENTRAM EM MEU TEMPLO E ALTAR, DESEJO UMA EXCELENTE SEMANA REPLETA DE REALIZAÇÕES E MUITA HARMONIA!


por lua negra * 11:51 AM

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Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007


visitem: geocities.yahoo.com.br/ tenini_online/galeria3.htm

AS DRÍADES

Essas criaturas sobrenaturais eram parte da grande família das ninfas, tão conhecidas na Grécia e nas áreas circunvizinhas, mas acredita-se que elas habitam todo o mundo. As Dríades são na verdade as ninfas das florestas e das árvores. Seus parentes próximos, as Napaeae, Auloníades, Hylaeorae e Alsaeides, viviam nos bosques, ravinas, arvoredos e vales, enquanto as Oreades pertenciam às montanhas e grutas. As Hammadríades protegiam e cuidavam de árvores individuais específicas. Parentes próximos das Dríades eram as Náiades dos bosques, as Crenae e Pegae dos regatos e as Limnades das águas paradas.
Por vezes essas ninfas viviam dentro das águas, por vezes em grutas. Dizia-se que elas tinham o dom da profecia e dos oráculos, curavam os enfermos, cuidavam das flores e protegiam os campos e os animais. A relação e os poderes de todas as ninfas eram tão similares que suas tarefas e áreas de influência eram constantemente confundidas. Dríades das florestas e árvores por vezes cuidavam de lagos e riachos próximos. Ninfas das águas protegiam os bosques circunvizinhos.
Elas não eram imortais, e suas vidas duravam tanto quanto a árvore, o lago, o bosque a que estavam ligadas. Recebiam, muitas vezes, nomes especiais conforme o lugar que habitavam: Melíades (freixos, um tipo de arbusto), Náiades (fontes e riachos), Oréades (montanhas), Alseides (bosques), Hammadríades (árvores).
Os gregos e romanos tomavam cuidado para não contrariar tais criaturas. Grutas, riachos, bosques e toda a área florestada eram tratados com respeito, pois nunca se sabia se a ninfa daquela área se ofenderia. As Ninfas eram companheiras de Fauno e de , os quais eram capazes de instigar o pânico e o horror sobrenaturais em qualquer agressor.
As Ninfas amaram e foram amadas freqüentemente pelos deuses, pelos sátiros e até mesmo pelos mortais. Participavam do séquito de diversas divindades, como Afrodite, Ártemis e Dioniso; desempenhavam, nos mitos, papel geralmente secundário. Algumas ninfas como Calisto, Eco e Calipso, no entanto, tinham lenda própria.




por lua negra * 11:03 AM

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Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007

MITOS


artista - Hrana Janto

HÉCATE DA LUA NOVA

Hécate era a mais antiga forma grega da Deusa Tríplice, que controlava o paraíso, o Submundo e a Terra. Era conhecida pelas Amazonas como a Deusa da Lua Nova, uma das três faces da Lua e regente do submundo. No início, Hécate não era uma deusa ruim. Após a queda do matriarcado, os gregos a cultuavam como uma das rainhas do submundo e governante da encruzilhada de três caminhos. Como Hécate Trevia, Hécate das Três Vias, suas imagens com três cabeças eram vistas em tais encruzilhadas, onde era cultuada na Lua Cheia trazendo magia positiva, e na Lua Nova trazendo magia negativa.
A lenda não é clara quanto às origens de Hécate. Alguns dizem que ela era filha dos Titâs Tártaros e Noite; outras versões dizem que seus pais são Pérses e Astéria; ainda outras, de Zeus e Hera. Lendas de Hécate eram contadas por todo o Mediterrâneo. Ela estava associada ao caldeirão, aos cães e a chaves.
Seus festivais eram celebrados à noite, à luz de tochas. A cada ano, na ilha de Aegina no Golfo Sarônico, um misterioso ritual acontecia em sua honra. Era homenageada com procissões, em que se carregavam tochas e com oferendas, as chamadas "ceias de Hécate". Como Senhora da Caçada Selvagem e da feitiçaria, Hécate era a princípio uma divindade das mulheres, tanto para cultuar como para pedir auxílio, e também para temer caso alguém não estivesse com sua vida espiritual em ordem.
Como uma deusa "escura", Hécate tinha o poder de afastar os espíritos maléficos, encaminhar as almas e usar sua magia para a regeneração.
Dia 13 de agosto é um dia consagrado a Hécate. Reverencie essa poderosa deusa pedindo-lhe que a ajude a transmutar as sombras do passado, facilitar e guiar suas escolhas no presente e iluminar seu caminho no futuro. Acenda uma vela preta para a transmutação, uma branca para clarear as dúvidas e uma amarela para iluminar sua caminhada. Ofereça à deusa alguns bolinhos de milho, um ovo cru e uma cabeça de alho; deposite a oferenda em uma encruzilhada de três caminhos ou embaixo de uma árvore com três grandes galhos. Agradeça à Deusa pela ajuda recebida e peça-lhe para afastar as sombras com a luz de sua tocha, removendo os empecilhos e transformando os resíduos do passado em novos estímulos. Use essa meditação ritualística quando estiver em uma encruzilhada em sua vida e não souber por qual caminho se decidir.


por lua negra * 10:39 AM

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Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007

HOJE RESOLVI CONTAR UM POUCO SOBRE A LUA NEGRA (OU REGINA, MEU NOME MORTAL), SACERDOTISA DESSE TEMPLO SAGRADO. SOU DE SÃO PAULO E MORO EM CAMPINAS HÁ 27 ANOS. NO MUNDO MATERIAL, TENHO 49 ANOS, SOU CASADA E TENHO 3 FILHOS (NATALIA, MARIANA E VITOR). SOU FORMADA EM ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E MAGISTÉRIO, PELO CURSO DE PEDAGOGIA DA UNICAMP. ADOREI FAZER ESSE CURSO, ME MOSTROU MUITAS COISAS QUE APLICO ATÉ HOJE, MAS TB ME DECEPCIONOU COM OUTRAS. PASSEI UM TEMPO, SÓ TRABALHANDO COM O LADO ESOTÉRICO E ARTESANATO. AGORA, NO MOMENTO, ESTOU EM UM CAMINHO QUE EU CURTO MUITO E TINHA VONTADE DE TRABALHAR: MUSICA! SOU PRODUTORA DE BANDAS E ESTOU TRABALHANDO COM BANDAS NOVAS QUE AINDA NÃO SÃO CONHECIDAS....MAS UM DIA AINDA SERÃO!! RS..... ADORO O QUE EU FAÇO!! É CANSATIVO, TRABALHOSO MAS TEM SUAS RECOMPENSAS.
PELO LADO MAIS ESPIRITUAL...DESCOBRI O TARÔ HA 23 ANOS E CONTINUO TRABALHANDO COM ELE E AJUDANDO AS PESSOAS QUE PRECISAM DE SUA ORIENTAÇÃO. AO MESMO TEMPO, DESCOBRI A WICCA EM MINHA VIDA. TB ESCREVI UM LIVRO SOBRE O TARÔ, ESSE ORÁCULO MARAVILHOSO E SÓ PRECISO ACHAR UMA EDITORA QUE QUEIRA PUBLICÁ-LO!
TB GOSTO MUITO DA NATUREZA...ADORO FICAR OLHANDO O MAR..... ANDAR PELA MATA....ESSAS COISAS..RSRS
CURTO ANIMAIS.... TENHO UM CACHORRO(A AISHA), DOIS GATOS (O BRUCE E O OZZY) E UMA TARTARUGA ... E SE EU PUDESSE TERIA MUITO MAIS....
TB GOSTO DE BONS FILMES E BONS LIVROS...E UMA ÓTIMA CONVERSA!
MUSICA, ENTÃO...NEM FALO NADA...ADORO !!! MEU GOSTO MUSICAL VAI DO BLUES, PASSANDO PELO ROCK E HEAVY METAL, PARANDO UM POUCO NO POP ROCK, INDO ATÉ O BLACK MUSIC E CHEGANDO NA MPB.
ISSO É TUDO, POR ENQUANTO! DE VEZ EM QUANDO, COLOCAREI MAIS ALGUMAS COISAS SOBRE MIM OU MINHAS EXPERIÊNCIAS POR ESSE CAMINHO.....ATÉ MAIS!!


por lua negra * 9:08 AM

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Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007

CONSAGRAÇÃO DOS INSTRUMENTOS


Acenda as velas e o incenso, no altar. Crie o circulo magico. Apóie o instrumento sobre o pentagrama, ou numa tigela com sal. Toque-o com a ponta do punhal magico ( ou com sua mão de poder) e diga:

"Eu o consagro, ó punhal de aço (ou outro instrumento) para limpá-lo e purificá-lo para que me sirva dentro do Círculo. Em nome da Deusa Mãe e do Deus Pai, eu te consagro."

Envie energia de proteção ao instrumento, livrando-o de toda negatividade e associações passadas. Apanhe-o e esparja sal sobre ele, passe-o em meio à fumaça do incenso, através da chama da vela e borrife-o com água, chamando pelos Espíritos das Pedras para consagrá-lo. Erga então o instrumento ao céu, dizendo:

"Eu o carrego pelas Antigos: pela Deusa e pelo Deus onipotente; pelas virtudes do Sol, da Lua e das Estrelas; pelos poderes da Terra, do Ar, do Fogo e da Água, para que eu obtenha tudo o que desejo por meio de vocês. Consagre isto com seus poderes, ó Antigos."

O instrumento deve ser imediatamente colocado em uso para fortalecer e fechar a consagração. Por exemplo: o áthame pode ser utilizado para consagrar outro instrumento; o bastão para invocar a Deusa; o pentagrama para servir como apoio para um instrumento durante sua consagração, e assim por diante....


por lua negra * 12:22 PM

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Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007


CERRIDWEN E SEU CALDEIRÃO

A Deusa Cerridwen era a grande Anciã de Gales. Era associada à Lua, ao caldeirão mágico e aos grãos. Todos os verdadeiros Bardos celtas dizem ter dela nascido; de fato, os Bardos galeses, como um todo, se autodenominavam Cerddorion (os filhos de Cerridwen). Diz-se que beber de seu caldeirão mágico confere a maior inspiração e talento a poetas e músicos. A jornada ao caldeirão era parte da iniciação de um Bardo, e era uma jornada perigosa, como pode ser visto na lenda de Taliesin.
Taliesin inicia sua vida como Gwion Bach. Ainda enquanto jovem, Gwion Bach vagava pelo norte de Gales. Subitamente, ele se viu no fundo do Lago Bala, onde viviam o gigante Tegid e sua esposa Cerridwen. A Deusa possuía dois filhos, um garoto e uma garota. A garota era muito bela, mas o garoto era extremamente feio. Cerridwen estava então preparando uma poção para que seu filho fosse muito sábio. Ela pediu para que Gwion a ajudasse mexendo o caldeirão que continha a poção. Ele mexeu por um ano e um dia até que só houvesse três gotas restando. As gotas ferventes pularam para seu dedo; instintivamente, ele levou o dedo queimado à boca e percebeu instantaneamente todo o terrível poder de Cerridwen. Ele então fugiu do lago em terror.
Furiosa, Cerridwen saiu em seu encalço. Numa tentativa de escapar da deusa, Gwion se transformou diversas vezes, assumindo várias formas. Cerridwen o seguia, também ela se metamorfoseando, até finalmente comê-lo quando este assumira a forma de um grão de milho. Nove meses depois ela deu à luz um menino, o qual lançou ao mar num barquinho.
Elphin, filho de um rico proprietário de terras, salvou o bebê e lhe deu o nome de Taliesin (semblante radiante). A criança reteve todo o conhecimento e sabedoria adquiridos pela poção e cresceu para tornar-se um talentoso e importante Bardo.


por lua negra * 10:47 AM

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Terça-feira, Fevereiro 06, 2007

O CANTO DE BENÇÃOS

"Que os poderes do Único,
A fonte de toda a criação;
Onipresente, onipotente, eterno;
Que a Deusa,
A Dama da Lua;
E o Deus,
Caçador Chifrudo do Sol;
Que os poderes dos Espíritos das Pedras;
Regentes dos reinos elementais;
Que os poderes das estrelas acima e da Terra abaixo,
Abençoem este lugar, e este tempo,
E a mim que convosco estou."



O BANQUETE SIMPLES

Erga ao céu uma taça de vinho ou outro líquido entre suas mãos e diga:

"Graciosa Deusa da Abundância,
Abençoes este vinho e imbua-o com o Seu Amor
Em seus nomes, Deusa Mãe e Deus Pai,
Eu con sagro estes alimentos (ou este pão)."


por lua negra * 5:08 PM

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Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007


Esse texto, quem me enviou, foi a minha mana Bee Scott, achei super interessante, então quero compartilhar com vcs. Aproveitem!!

A CAIXA DE PANDORA


Por Sérgio Pereira Alves (*):



Eu sempre achei interessante falar sobre este tema: Mitologia. Isto para mim tem uma relação estreita com outros assuntos da Psicologia Analítica, principalmente com os conceitos ligados às imagens arquetípicas. E este ponto em comum são os símbolos apesar deles em si, representarem algo extremamente vasto pois um símbolo possui infinitos significados, diferindo de um signo, um sinal que possui apenas um. Mesmo que não reconhecemos o significado de um determinado símbolo em uma narrativa mitológica, a estória ainda nos fascina porque de alguma forma reconhecemos nela algo que está intimamente relacionado com a nossa própria estória. Ou ainda com algo que vem do fundo de nosso ser. Um mito pode tanto ser um relato do que se compreendia como sendo a história da humanidade como também a história de nossa humanidade, como indivíduos.

Em todo mito seus personagens estão intimamente interligados da mesma forma que nossos conteúdos inconscientes. O difícil mesmo é conseguirmos compreender uma pequena parte de uma estória que as vezes possui múltiplas conexões e desdobramentos. Como acontece internamente, é difícil conseguirmos separar o significado de um fato isolado de um contexto geral em nossas vidas. A estória de Pandora, "aquela que possui todos os dons" não foge a esta regra, e para que vocês possam ter uma visão mais global deste mito eu vou lhes dar um breve relato daquele momento histórico. A história de Pandora começa bem antes da própria Pandora.

Antes que o Céu e a Terra fossem criados, tudo era Um. Isso era chamado de Caos. Um grande Vazio sem forma onde potencialmente continha a semente de todas as coisas. A terra, a água e o ar eram um só. A terra não era sólida, nem a água líquida; o ar não era transparente. Mas aí os Deuses e a Natureza começaram a interferir: a terra foi separada da água e, sendo mais pesada, ficou em baixo; a água tomou os lugares mais baixos da terra e a molhou; e o ar, quando tornou-se mais puro, ficou no alto, formando o céu onde as estrelas começaram a brilhar. Foi dada aos peixes e a alguns outros seres a possessão do mar; aos pássaros, o ar; e aos outros seres a terra.

Porém, um animal mais nobre, onde um espírito pudesse ser alojado, tinha que ser feito, e aí surgiu a idéia de se criar o Homem. Esta tarefa coube a Prometeu ("aquele que prevê"), e seu irmão Epimeteu ("aquele que pensa depois" ou "o que reflete tardiamente"). Eram filhos de Jápeto, que por sua vez era filho de Urano (Céu) e de Géia (Terra) e descendiam da primeira geração dos gigantes destronados por Zeus, os Titãs. Eles haviam sido poupados da prisão por não terem lutado contra os Deuses na disputa para dividir os territórios.

Para executar sua tarefa, Prometeu sabia que nas entranhas da terra dormiam algumas sementes dos céus. Então, pegando em suas mãos um pouco de terra, molhou-a com a água de um rio e obteve argila; moldou-a, cuidadosamente, carinhosamente, até obter uma imagem que fosse semelhante à dos deuses. Mas ainda faltava dar vida àquele boneco. Epimeteu havia criado todos os animais, dotando cada um deles com características como a coragem, a força, os dentes afiados, as garras, etc. Como o homem foi criado por último, o estoque das qualidades estava reduzido. Então Prometeu procurou por características boas e más nas almas dos animais e colocou-as, uma a uma, dentro do peito do homem. E o homem adquiriu vida. No entanto, ainda faltava alguma coisa, algo mais forte, o Sopro Divino. Prometeu tinha uma amiga entre os deuses, Atená, deusa da Sabedoria. Esta admirou a obra do filho dos Titãs e insuflou naquela imagem semi-animada um espírito. E os primeiros seres humanos passaram a caminhar sobre a terra, povoando-a.

Mas o homem saíra das mãos de Prometeu, nu, vulnerável, indefeso e sem armas. Eles não sabiam fazer nada; não tinham o conhecimento de como amolar as pedras para cortar melhor a pele dos animais; não sabiam como pescar, pois não conheciam os meios para tal. Condenados, desde o seu nascimento, os primeiros homens se nutriam de frutas e carne crua. Usavam folhagens para se protegerem do frio. Tinham como abrigo apenas grutas profundas e escuras. Não sabiam nem fazer uso da centelha divina com a qual haviam sido presenteados. Podiam ver, mas não percebiam a beleza do azul do céu; podiam comer, mas não sentiam o doce sabor das frutas; podiam escutar, mas não sonhavam com o barulho das cascatas e o som divino do canto dos pássaros.

Com relação à esta condição humana, existe uma descrição das Eras que se seguiram. A Era do Ouro onde o homem não precisava fazer nenhum esforço para sobreviver. Tudo permanecia intocado pois não havia necessidade de fortificações, armas ou barcos. Uma Era de inocência e felicidade onde a verdade prevalecia e não havia nenhum juiz para ameaçar ou punir. Depois a Era da Prata onde Zeus encurtou a Primavera e assolou a Terra com o calor e frio criando as estações. As casas se tornaram necessárias, a terra deveria ser tratada para produzir frutos e a juventude eterna não existiria mais. Com a Era do Bronze os conflitos começaram. Depois veio a Era dos Heróis. Nesta época Astréia foi a última Deusa a deixar a humanidade. Ela é a Deusa da Inocência e da Pureza que depois de deixar a Terra foi colocada entre as estrelas na Constelação de Virgem – a Virgem Temis ( Justiça ) era a mãe de Astréia. Ela é representada segurando uma balança onde ela pesa as reclamações dos lados oponentes. E por último a Era do Ferro onde as discórdias pioraram. O crime, a ambição e a violência reinaram expulsando a modéstia, a verdade e a honra.

Enquanto isto, na abóbada celeste reinava Zeus e todos os outros deuses. Zeus havia destronado seu pai, Cronos (Tempo) pondo fim à antiga geração dos deuses da qual Prometeu fazia parte. Zeus então voltou sua atenção para a recém-criada humanidade e dela exigia honras e sacrifícios, oferecendo, em troca, sua proteção. Desde que Zeus e seus irmãos começaram a disputar o poder com a geração dos Titãs, Prometeu, apesar de não ter participado desta guerra, era visto como inimigo e seus amigos mortais como uma ameaça constante.

Neste clima de disputas e desconfianças, mortais e imortais se encontraram em Mecone (Grécia) para decidir as obrigações e direitos dos seres humanos. Prometeu intercedeu como legítimo advogado de suas criaturas e pediu aos deuses que não cobrassem muito por sua proteção. Neste ponto, Prometeu teve a idéia de por à prova o poder e a clarividência de Júpiter. Sacrificou um enorme e belo touro e dividiu-o em duas partes e disse aos deuses do Olimpo que escolhessem uma delas, a outra caberia aos humanos. Antes, porém, em um dos montes colocou apenas os ossos e cobriu-o cuidadosamente com o sebo do animal, fazendo-o parecer maior que o outro monte de carne, entranhas e gordura, coberto com a pele do touro. E assim Zeus escolheu o monte maior e ao descobrir que fora enganado por Prometeu, vinga-se dele recusando aos homens o último dos dons para manterem-se vivos: o fogo. Simbolicamente, Deus privou o homem da luz na alma, da consciência.

Sentindo muita pena dos pobres mortais, Prometeu desceu à Terra para ensiná-los a ver as estrelas; a cantar e a escrever; mostrou como fazer para domesticar os animais mais fortes; demonstrou-lhes como fazer barcos e velas e como poderiam navegar; ensinou-os a enfrentar as variantes diárias da vida e a fazer ungüentos e remédios para suas feridas. Deu-lhes o dom da Profecia, para o entendimento dos sonhos; mostrou-lhes o fundo da Terra e suas riquezas minerais: o cobre, a prata e o ouro e a fazer da vida algo mais confortável. E, por último, ele roubou uma centelha do fogo celeste e a trouxe à terra. Com o fogo Prometeu ensinou aos homens a arte de trabalhar os metais. Esta seria uma forma de reanimar a inteligência do homem, dando-lhes consciência, e de proporcionar melhores condições de vida para poderem se defender com armas eficazes contra as feras e cultivar a terra com instrumentos adequados.

Logo que a primeira semente do fogo do Sol foi utilizada em fogueiras a humanidade passou a conhecer a felicidade de viver melhor, de comer um alimento menos selvagem, de aquecer-se e receber luz. Mas, em sua alegria imoderada, os homens julgaram-se iguais aos deuses, esquecendo seus deveres para com seus semelhantes. Zeus sentiu-se irado ao ver que o novo brilho que emanava da Terra era o do fogo. Sem poder tirar o conhecimento de como obter o fogo dos homens, arquitetou um outro malefício. E assim, decidiu punir tanto o ladrão quanto os beneficiados. Zeus entrega Prometeu a Hefesto, seu filho, e a seus seguidores, Kratós e Bia (o Poder e a Violência). Estes levam-no para o deserto de Cítia e lá, prendem-no com correntes inquebráveis à uma parede de um penhasco na montanha caucasiana. E Prometeu preso à rocha, de pé, sem poder dormir e incapaz de dobrar os joelhos fatigados tinha seu fígado devorado diariamente por uma águia. Mas, como ele era imortal, suas vísceras refaziam-se à noite sendo dilacerado novamente no dia seguinte. Sua tortura deveria durar para toda a eternidade pois as decisões de Zeus eram irrevogáveis e ele havia profetizado que seu sofrimento só terminaria quando um homem puro e de bom coração morresse em seu lugar.

Depois de 30.000 anos de sofrimento, Hércules passou por ali e viu o exato momento em que a ave divina destroçava o fígado de Prometeu. Não pensou duas vezes e lançou sobre ela uma flecha veloz e mortal. Depois o libertou das pesadas correntes. Os dois seguiram viagem juntos. Mas faltava cumprir com a exigência de Zeus. Quíron, um centauro, antes imortal, aceitou morrer por ele pois ele havia sido envenenado por Hidra e provavelmente iria morrer de qualquer jeito. Mesmo assim, o senhor dos deuses, obrigou Prometeu a usar um anel com uma pedra encrustada. Era uma pedra retirada do Cáucaso, onde esteve preso. Zeus poderia, assim, vangloriar-se dizendo que seu inimigo continuava preso à montanha.

Para castigar o homem, Zeus ordenou a Hefesto (Vulcano), o Deus das Artes, que modelasse uma mulher semelhante às deusas imortais e que ela fosse muito dotada. A mulher ainda não havia sido criada. Poucas horas depois, Hefesto chegou com uma estátua de pedra que retratava uma belíssima e encantadora donzela. Ela era linda, e clara como a neve. Atená (Minerva) lhe deu a vida com um sopro e ensinou-lhe a arte da tecelagem, os outros deuses dotaram-na de todos os encantos; Afrodite (Vênus) deu-lhe a beleza, o desejo indomável e os encantos que seriam fatais aos indefesos homens. Apolo confere-lhe a voz suave do canto e a música, as Graças embelezaram-na com lindíssimos colares de ouro e Hermes (Mercúrio), a persuasão. Em outras palavras, Hermes deu-lhe graciosa fala enchendo-lhe o coração de artimanhas, imprudência, ardis, mentira e astúcia. Por tudo isso ela recebeu o nome de Pandora ( "a que possui todos os dons"). E da forma mais perfeita e eficaz fez-se o malefício.

Zeus enviou Pandora como presente a Epimeteu cujo nome significa ("aquele que pensa depois" ou "o que reflete tardiamente"). Epimeteu havia sido avisado por Prometeu para não aceitar nenhum presente dos deuses, mas, encantado com Pandora, desconsidera as recomendações do irmão. Pandora chega trazendo em suas mãos um grande vaso (pithos = jarro) fechado que trouxera do Olimpo como presente de casamento ao marido. Pandora abre-o diante dele e de dentro, como nuvem negra, escapam todas as maldições e pragas que assolam todo o planeta. Desgraças que até hoje atormentam a humanidade. Pandora ainda tenta fechar a ânfora divina, mas era tarde demais: ela estava vazia, com a exceção da "esperança", que permaneceu presa junto à borda da caixa. A única forma do homem para não sucumbir às dores e aos sofrimentos da vida. Assim, essa narração mítica explica a origem do males, trazidos com a perspicácia e astúcia “daquela que possui todos os dons”.

Pandora por não ter nascido como uma deusa é conhecida como uma semideusa. Dizem que foi por ambição que ela abriu a caixa. Ela queria se tornar uma deusa do Olimpo e esposa de Zeus. Por isso, Zeus para castiga-la tirou-lhe a vida. Mas, Hades com interesse nas ambições de Pandora, procurou as parcas (dominadoras do tempo) e lhes pediu para que voltassem o tempo. Sem permissão de Zeus elas nada puderam fazer. Hades convenceu o irmão a ressuscitar Pandora. Devido aos argumentos do irmão, Zeus a ressuscitou dando-lhe a divindade que ela sempre desejara. Foi assim que Pandora tornou-se a deusa da ressurreição. Para um espírito ressuscitar Pandora entrega-lhe uma tarefa, se o espírito cumprir a devida tarefa, ele é ressuscitado. Pandora com ódio de Zeus por ele ter a tornado uma deusa sem importância, entrega aos espíritos somente tarefas impossíveis. Assim nenhum espírito até hoje conseguiu e nem conseguirá ressuscitar.

Deste mito ficou a expressão caixa de Pandora, que se usa em sentido figurado quando se quer dizer que alguma coisa, sob uma aparente inocência ou beleza, é na verdade uma fonte de calamidades. Abrir a Caixa de Pandora significa que uma ação pequena e bem-intencionada pode liberar uma avalanche de repercussões negativas. Há ainda um detalhe intrigante que poderíamos levantar do porque a esperança estava guardada na caixa entre todos os males. Dependendo da perspectiva em que olharmos os pares de opostos, a esperança pode também ter uma conotação negativa por ela pode minar as nossas ações nos fazendo aceitar coisas que deveríamos confrontar.

A linguagem mitológica com todos os seus paradoxos, vem de uma necessidade do homem de se conhecer mais. Para espantar o medo e a insegurança e explicar melhor os fenômenos naturais. Tudo que se apresentava aos olhos dos homens, era entendido como personalidades divinas. Assim o sol, a terra, a noite, os rios, as árvores eram deuses. Ménard nos fala dessas alegorias da linguagem onde cada rio era um deus e cada regato uma ninfa.. “Se num trecho eles corriam nas mesma direção era porque eles se amavam.” “As catástrofes, os acidentes da vida se revestiam do mesmo aspecto na narração. A história de Hilas, um jovem arrebatado pelas ninfas, nos mostra claramente o que devemos entender pela linguagem mitológica dos antigos. Nos tempos atuais, quando um jornal nos descreve a morte de um rapaz que se afogou, diria: Deplorável acidente acaba de afligir a nossa comunidade. Um jovem indo de manhã bem cedo banhar-se, morreu tragicamente afogado......etc. Os gregos diriam: Era tão belo que as ninfas, apaixonadas, o raptaram e levaram para a profundeza das águas.”

Assim na narração mitológica, os significados são muito ampliados e uma redução seria cruel pois isto destruiria toda e qualquer aceitação e compreensão de um mito. Todos sabemos que um “bom leitor” é aquele que mantém a sua mente aberta para entrar na narrativa sem qualquer preconceito e racionalidade, para não destruir a realidade que o escritor está tentando criar. Então vejamos: Quando Júpiter se casa com Métis (Reflexão) ele a engole e dá a luz à uma filha Minerva ( A Sabedoria Divina) que lhe sai do cérebro. Se fizermos uso de uma redução, esta é uma imagem terrível, grotesca. Agora, olhe sob essa outra perspectiva; o deus nutre-se da Reflexão para gerar a Sabedoria. Mnemosina (A Memória) desposa Zeus e deles nascem as Musas (A Inspiração). O sopro divino em união com a Memória faz nascer a Inspiração.

Se a verdade do mito segue a alguma lógica, esta é a do Inconsciente. É mais uma intuição compreensiva da realidade da qual não se necessita provas para ser aceita. Pois ela, em si, nos remete à realidade interna nos dando uma vaga noção de significado. Como nos sonhos, quando percenbemos que existe algo de importante ali. E isso também era tudo que Jung pedia ao tratarmos com esta estranha realidade do inconsciente. Manter as nossas mentes abertas para que possamos captar um mínimo dessa linguagem tão peculiar. O mito não é uma lenda. O mito não é uma mentira. Ele nos conta de nossa realidade interna, portanto ele é verdadeiro para quem o vive. A narração de determinada história mítica é uma primeira incursão do homem em sua busca de significado sobre o qual a afetividade e a imaginação exercem grande papel. Mas normalmente quando se fala de mito ou que alguma coisa é um mito, é mais no sentido desta coisa não ter nenhum compromisso com a realidade. Como as lendas que são estórias sobrenaturais, como a mula sem cabeça e o saci pererê.

Os mitos ou a criação destes estão presentes em todas as culturas, em todos os tempos desde o início da humanidade como um mecanismo de sobrevivência do homem em sua tentativa para explicar o mundo através de sua realidade interna. Sua narrativa é um relato projetivo de um material inconsciente onde a linguagem simbólica é naturalmente criada num processo completamente isento de intenção que funciona como uma tentativa para elucidar os segredos. Como vocês sabem a projeção não é um método intencional. Ela acontece, ela nunca é produzida. E na ocorrência dessas projeções, observamos todo um empenho que se resume na busca de significado, no encontro com a sombra e no restabelecimento do contato com o feminino. Nas narrações das “qualidades divinas” de uma Deusa há um movimento de trazer para a consciência algum conteúdo inconsciente: Deméter (a eterna mãe); Koré (a eterna jovem); Artémis (a eterna guerreira) ou Afrodite (a eterna amante).

Estes traços do feminino atribuídos a estas Deusas simplesmente nos mostram o desconhecimento e o fascínio que eles causam ao homem desde a sua origem. Desde os mais remotos tempos, o mito grego representa o feminino como um reflexo importante de diversos aspectos da realidade e evolução que vão além dos limites do papel que a mulher tinha na sociedade grega. Podemos ver isso claramente nos relatos míticos, em trechos das narrativas épicas, das tragédias, como em obras de arte. A Deusa Mãe representava mais especificamente a terra fecunda na qual o homem semeava e de onde retirava tudo que necessitava. Com algumas alterações na representação, a figura feminina ainda ocupava o lugar de destaque e recebia todas as honras. E como a Senhora da fertilidade e da fecundidade ela ainda reinava. Com o correr dos milênios, a imagem da Deusa ganhou novos atributos, e foi associada a diversos animais e a outras funções. Com a expansão das tribos guerreiras do continente, as culturas matriarcais foram conquistadas, e um Deus Macho e guerreiro dominou o panteão. A Deusa, então, assumiu o papel de mãe, esposa ou filha dele. As cidades se tornaram um espaço dos homens e dos Deuses machos; já o interior da casa, o campo, as matas. Isto é, as áreas limítrofes entre o civilizado e o selvagem, eram dominados pela Deusa Mãe em suas múltiplas facetas: Afrodite, Psique, Deméter, Perséfone, Ártemis, entre outras. A cada uma delas coube uma característica, uma pequena parcela do domínio da antiga Deusa Mãe.

No mito de Prometeu e de Pandora, a mulher aparece como um "presente" dado aos homens. Semelhante às deusas ela foi moldada em suas feições recebendo ainda todos os dons divinos. E foi Hermes quem lhe pôs no coração a perfídia e os discursos enganosos, além da curiosidade. Desde então, a mulher é considerada a origem de todos os tormentos do homem. Tanto na tradição Grega quanto na Judaico-Cristã há uma tentativa de transgressão dos limites humanos e é a entidade feminina quem impulsiona o homem para tal ação. Na narrativa dos Hebreus a tomada de consciência era oferecida ao homem por Eva. No mito Grego, houve primeiro uma simulação frustada pela brincadeira de Prometeu ao tentar testar o poder e a clarividência dos Deuses. Depois o próprio Prometeu traz o fogo como presente mas os homens embevecido com a nova condição, se julgam iguais aos deuses e provocam uma situação de serem punidos novamente. Aí chega Pandora que ao abrir a caixa derrama sobre a terra todas as desgraças. E a conseqüência é a perda do paraíso. Mas também se não fossemos expulsos, não cresceríamos. Ainda hoje, a visão que se tem da mulher costuma ser permeada da influência desses dois mitos. Há quem a veja como uma bênção de Deus e daria tudo para ter a sua companhia. Há, por outro lado, quem pense diferente.

Mas agora lembrem-se que estamos falando de uma realidade interna expressa nos mitos. Esta linguagem simbólica usada projetivamente se resume na busca do homem pelos segredos de seu próprio inconsciente; no encontro com a sombra e no restabelecimento do contato com o feminino. E neste clima de tensões , paradoxos e incertezas confrontamos a nós mesmos na busca pelo equilíbrio. Na procura de significado onde esta anima , tão bela e cheia de perfídia, nos faz crescer.

Bibliografia:

BRANDÃO, Junito Souza - Mitologia Grega , vol. I, ed. Vozes

HAMILTON, E. - A Mitologia [ trad. M.L. Pinheiro ] - Lisboa: Dom Quixote, 1983.

Ésquilo, Prometeu acorrentado. Editora vozes

GRIMAL, P. - Dicionário da Mitologia Grega e Romana [ trad. V. Jabouille ] - Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2ª ed., 1993.

Hesíodo. Os trabalhos e os dias. Tradução de Mário da Gama Khuri

Hesíodo, Teogonia. Tradução de Mário da Gama Khuri.

VERNANT, J.-P - O universo, os deuses, os homens - São Paulo: Cia. das Letras,

MÉNARD, René. – Mitologia Greco-Romana, vol. I, Fittipaldi Editores Ltda, São Paulo, 1985

MEUNIER, Mário. Nova Mitologia Clássica. -: Ibrasa,1976., 2000.

KERÉNYI, K. - Os deuses gregos [ trad. O.M. Cajado ] - São Paulo: Cultrix, 1993.

KERÉNYI, K. - Os heróis gregos [ trad. O.M. Cajado ] - São Paulo: Cultrix, 1993.

KHURY, Mário da G. Dicionário de Mitologia Grega e Romana. Rio de Janeiro: Zahar, 1990.




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(*) Sérgio Pereira Alves é Psicólogo Clínico Junguiano atuando na clínica particular em Belo Horizonte. Autor de vários artigos publicados em jornais e revistas especializadas.
(*) a imagem foi extraída do site: http://www.desejosesonhos.hpg2.ig.com.br


por lua negra * 11:45 AM

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Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007

WICCA

É a antiga religião dos povos da Europa, que após quase 2000 anos de exclusão e "desaparecimento" ressurgiu nos idos de 1940 sob o nome de Wicca.
A palavra wicca vem do inglês arcaico wicce ou do saxão wich que significa "girar, dobrar ou moldar".
A Wicca é uma religião que pretende celebrar a Natureza e que busca sua inspiração nas religiões pré-cristãs de culto à Deusa, nas celebrações dos ciclos anuais das colheitas, ao culto do Deus fertilizador da Terra e várias outras expressões religiosas primitivas com uma forte ligação com a natureza e com os ciclos da vida.
A Wicca baseia-se no equilíbrio e polaridade das energias, que através de ritos e magia coloca o homem em contato direto com a natureza, resgatando assim o verdadeiro sentido da palavra Religião (Religare = religar), religar o homem àquilo que ele foi desligado.
Os objetivos da Wicca são: o auto-conhecimento, a harmonia com os ritmos do Sol e das Estações, a compreensão dos poderes da natureza e a busca de um novo equilíbrio do homem com o seu meio.
A Wicca reconhece o Dualismo Divino e sendo assim reverencia a DEUSA (Lua e Terra) criadora de todas as coisas e o DEUS (Sol) o poder fertilizador.
A energia estática, negativa e magnética seria a força da Deusa. A energia positiva, ativa e móvel seria a força do Deus. Ambas são opostas e complementares, uma dá origem à outra, juntas são a manifestação e equilíbrio do Universo.
A utilização da Magia, entendida como um conjunto de técnicas capazes de manipular positivamente certas energias naturais, é a parte prática que mais distingue a Wicca. As bases da Wicca encontram-se na invocação e manipulação das forças energéticas presentes no Inconsciente Coletivo, que devem ser trabalhadas por meio da intuição e emoção. As energias divinas com as quais trabalhamos são as forças arquetípicas da psiquê humana. Um wiccano conhece, canaliza e utiliza corretamente esta energia.
Os fundamentos da Wicca estão em conhecer, penetrar e respeitar a Natureza que é a própria manifestação da Deusa. A proposta da Wicca é harmonizar o homem com o ritmo da natureza e fazer com que ele entenda as forças interiores e exteriores, pois é desta forma que se mantém o equilíbrio e a inter-relação com os Deuses.
A Wicca é uma religião onde não existem livros sagrados, hierarquia ou dogmas. É uma escolha pessoal para aqueles que sentem que a sua percepção do sagrado não só não se enquadra nos esquemas tradicionais, como é algo demasiadamente individual para se sujeitar ao conjunto de regras e crenças que outros determinam.


por lua negra * 11:24 AM

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